terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Testemunho


   Quando tinha apenas 11 anos, fiz o Encontro de Adolescentes com Cristo, em que desde ali, eu me motivava cada vez mais participar das coisas da Igreja e servir ao Senhor. A partir daí, começava uma linda caminhada na Igreja e alimentava cada vez mais a devoção por Nossa Senhora. O tempo foi passando e eu nunca deixava de participar, ingressei então no grupo de jovens da Pastoral da Juventude em minha paróquia e, posteriormente, ajudei na nucleação de um grupo em minha comunidade.
   Em 2010, tive a oportunidade de participar do Dia do Adolescente, encontro promovido pelos jovens da Paróquia Santa Rita de Cássia, e este encontro revelou muito os planos de Deus para mim. Na vida acadêmica, vejo que todos os méritos alcançados devem-se também à ação de Deus, através do Espírito Santo, em minha vida. Sonhava em estudar no COLUNI e consegui realizar esse sonho, graças a Deus. Em minha vida pessoal, nas amizades, na família, enfrentei e enfrento dificuldades como qualquer outra pessoa, mas sempre tenho à frente o autor da minha história que eu sei que cuida de mim com muito carinho e me dá tudo que eu preciso, às vezes, não o que eu quero, mas tudo o que eu preciso de fato.
   No início de 2014, tive a oportunidade de participar da Semana Vocacional na Arquidiocese de Mariana e ao fim, fui aprovado para dar início à primeira etapa do seminário chamada Propedêutico. (Hoje, já me preparo para o 1º ano de Filosofia). Então, a partir daí, minha vida tomava outro rumo. Essa semana foi muito importante para mim, pois consegui olhar para minha história e enxergar com bons olhos cada momento que Deus me chamava e me mostrava que era o Espírito Santo que me conduzia e vai continuar conduzindo, até mesmo nos momentos de fraqueza. Pude perceber que não era à toa minha participação junto aos jovens em minha paróquia, não era em vão ouvir as palavras do Papa Francisco e me emocionar com tanta inspiração divina, não foi em vão estar no meio de milhões de jovens na praia de Copacabana. Deus me chamou para fazer o bem e quero permanecer dizendo “sim” a Ele independente do lugar em que Ele me enviar.
   Sou Geovane Macedo, seminarista da Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Fátima, em Viçosa-MG. Sempre quando sou convidado a falar do chamado de Deus, da minha vocação, tenho a necessidade de falar também da presença constante de Deus em cada momento da minha vida, em que Ele foi se revelando sempre presente, através da minha constante participação no trabalho de evangelização da juventude. 

                                                                                           Geovane Macedo
                                                                                             (Seminarista da Paróquia de Fátima-Viçosa-MG)


quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Conversão: fazer novas todas as coisas

  
   

   Uma verdade que nunca cairá em descrédito, para nós jovens, é a de que somos chamados... Somos chamados, por Jesus, a sermos cada vez mais pessoas melhores, a sermos luz na vida dos outros. Porém, é necessário um instrumento para que isso aconteça: um instrumento chamado “conversão” é a grande chave para transformar aquilo que não está tão bom em algo muito bom, transformar aquilo que não gera mais vida em algo que transborda a alegria e a motivação de viver.
    A famosa “mudança de vida” só ocorre a partir da conversão e essa mesma conversão só se dá no momento que se faz o encontro pessoal com Jesus Cristo. E esse encontro não é algo superficial ou aquela coisa momentânea, é algo extremamente profundo, que nos toca o coração e torna-se parte da nossa mística de cristãos e discípulos missionários. O jovem que faz o encontro pessoal com Jesus não pode ser mais o mesmo, pois Cristo nos convida a fazer novas todas as coisas, a tornar vivo tudo aquilo que era sinal de morte.
   A conversão não exige de nós nada grandioso demais, pois ela se dá a partir das pequenas atitudes: na família, é necessário criar um ambiente de harmonia com os pais e os irmãos, levando mensagens de paz e evangelizando - a casa da gente deve ser o primeiro espaço de evangelização! -; na escola, é preciso manter relações sadias de amizade e companheirismo, mostrando sempre disposição para ajudar onde for preciso; na igreja, no grupo de jovens, é de suma importância criar espaço de formação e acompanhamento de cada jovem que se faz presente ali, cada um é imagem e semelhança de Deus, por isso precisa de cuidado e respeito; e ainda, diante dos pobres, é preciso olhar de misericórdia e um verdadeiro desprendimento de si mesmo para adentrar nessa realidade que nos rodeia, amor e compaixão para tocar nessa chaga aberta de nossa sociedade.
   Diante de todas essas necessidades, podemos nos perguntar: de onde vem a força para enfrentar tantas dificuldades? Como vai se dar esse processo de conversão? A força vem, única e exclusivamente, de Deus e a conversão só acontece a partir da Sua misericórdia por nós. É por Deus revelar seu imenso amor por nós e sua infinita misericórdia, é que também devemos amar as pessoas e a Criação, é que devemos ser misericordiosos perante tantas realidades tristes que deparamos no decorrer da vida. Somos chamados a ser diferentes e a fazer a diferença, para isso precisamos ter o coração aberto, pois quem chama precisa também de uma resposta. E essa resposta só depende de cada um de nós.
                                                                 
Geovane Macedo da Costa
Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Fátima
Viçosa - MG

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Cristãos que fazem a diferença,fazem Cristo ser amado.


A fé é um dom e uma graça de Deus,que muito rápido vem se perdendo, e outras coisas estão preenchendo este espaço nos corações humanos.Nos tempos hodiernos vejo que o maior excluído do mundo é Deus.A preocupação de hoje já não é mais a exclusão da religião mas sim a exclusão do próprio Deus.Cresce o número de pessoas sem religião e de ateus.Por isso é preciso urgentemente mudar as estruturas para acolher o novo,para mudarmos esta situação.Demonstrando que quem tem fé,faz a diferença sim.
                O mundo está cada vez mais vazio,vazio de si próprio e vazio de Deus.É inconcebível pensar que é mais fácil amar um objeto ou o dinheiro,do que amar o próprio ser humano,como pessoa e ser semelhante à Deus. A pessoa humana só se realiza na medida em que existe "para alguém".Nós fomos criados para vivermos em sociedade,não isolados e na solidão. Assim, quando Deus disse que não era bom que o homem estivesse sozinho (Gênesis 2, 18), afirmou que o ser humano, isolado em sua individualidade, não pode se realizar completamente.
                As pessoas hoje vivem num individualismo sobrenatural, não pensam no outro e o que mais querem é explorar, tratam o ser humano muitas vezes como um animal. Acabam por esquecer, que todos somos dotados de dignidade,porque somos Filhos de Deus,mas lógico quando se esquecem de Deus,esquecem também desta questão.A visão de hoje é assim,a pessoa só serve se for útil para alguma coisa,se não,logo já é excluída,esta também é a lógica do capitalismo,o produto descartável,o ser humano torna-se descartável também. Quantos idosos estão ai por este mundo, jogados  em qualquer lugar, sem ninguém por eles, ou até mesmo pessoas que não tem dinheiro,são todos excluídos.
                Muitas vezes também acabamos sendo exploradores e explorados.No mundo o que mais tem é pessoas querendo aproveitar da nossa boa vontade.Não podemos nos fazer de “bobo”,achando que estamos fazendo caridade,ajudando pessoas que na realidade só estão perto de nós  por interesses,porque depois os prejudicados somos nós. O Cristianismo afirma que a caridade é o "amar ao próximo como a si mesmo".Portanto para se fazer a caridade,é preciso primeiro ter feito uma experiência profunda com Deus e sentir-se amado,para assim amar os outros.Ao pensarmos sempre do ponto de vista divino,seremos capazes de nos transformar e transformar os que estão a nossa volta,deixando de ser “os bobos da histórias”.Precisamos nos amar mais para amar os outros e reconhecer quem de fato nos ama de verdade.Assim amaremos  sem interesse,mesmo que o outro nos seja inútil.
                A culpa nossa em meio a toda esta situação é muito grande.Já viram a história do “Beija-flor e o Incêndio na Floresta”? Pois é,se não viram vale a pena conhecer.Mas a moral da história é essa:se cada um fizer a sua parte,tudo será resolvido.É preciso que comecemos a mudar estas estruturas caducas à partir de nossas ações pessoais.Não podemos nos cansar de praticar o bem, de amar e de respeitar,principalmente de valorizar o outro como Filho de Deus dotado de dignidade e como nossos irmãos,mesmo que o mundo não o faça.Especialmente na Igreja lugar da acolhida e do encontro com Deus temos que fazer a diferença e deixar que Deus faça a diferença em nós.
Entristece muito ver em nossas comunidades tantas lideranças que fazem parte destas estruturas caducas, que o Papa Francisco ta “puxando tanto a orelha”.Quantas pessoas estão na Igreja para aparecer,tomam posse dos serviços e agem com tanto autoritários,criam barreiras para se chegar até o Padre,acabam prendendo o Padre numa redoma de vidro,achando que o Padre é só deles.Essas pessoas nem imaginam o quanto isso faz mal para o sacerdócio e para a Igreja povo de Deus,quanto desânimo e quanta enfermidade isso traz para o Corpo de Cristo.Às vésperas do Natal vimos também as palavras do Papa Francisco sobre as 15 doenças que sofre a Cúria e que serve para a reflexão em nossas paróquias,porque são as mesmas que sofremos.Para quem não sabe a maioria dos que deixam a Igreja é por falta de acolhida de seus membros.
                Vamos repensar o modo que estamos vivendo. Precisamos transformar o mundo,não com guerras e conflitos,com discussões e fofocas.Mas com as armaduras do Amor que é Cristo.Aquele que se diz religioso deve deixar que Cristo de fato preencha o vazio de sua vida.Respeitando,amando,sendo justos,honestos,seremos cristãos de fato,aqueles que seguem os passos de Cristo.Sabe como poderemos mudar o mundo? A partir das pequenas ações e mais ainda com o nosso testemunho de vida, assim conseguiremos arrastar outros para ser diferentes.Temos que ser pessoas acolhedoras,que sabem escutar o outro de verdade,que sabe amar e dialogar,respeitando as diferenças.Derrubemos as barreiras caducas e podres que nos impedem de ver a Cristo e de viver de fato a nossa Fé.Se assim fizermos,teremos um mundo mais de Deus e não o mundo que exclui ou nega a Deus.O mundo mais humano e unido e não um mundo individualista e egoísta.Abramos nosso coração para a mudança e peçamos o auxílio de Deus para que a cada dia sejamos Cristãos melhores que façam a diferença.
               Wesley Pires dos Santos.