terça-feira, 17 de março de 2015

As manifestações e o Brasil que queremos.

             

           Podemos enxergar claramente a situação em que chegamos,ao grande caos que passa o Brasil,fruto de um processo histórico.A grande instabilidade da economia que vivemos.As pessoas estão acordando e estão se manifestando,imagem de uma insatisfação de todos que não conseguem ver um futuro diferente do que está acontecendo agora.
                Weber enfatiza “a singularidade de cada época e de cada civilização é o papel criador dos indivíduos que ajudam a dar a cada época sua configuração própria.” É isso o que vivemos nesses últimos anos; cada manifestação é a participação de cada cidadão que procura uma mudança.
                Nas “Diretas já” o povo conseguiu ter voz para lutar pela democracia, tinha um objetivo, esse era tirar o regime autoritário. Já nas manifestações de nossos dias, não podemos declarar com clareza o que o povo quer. Tirar o governo pra quê! Acabamos de sair de uma eleição,ou seja,quem votou e escolheu foi o povo, e não temos acusações para pedir nenhum impeachment. O que devemos querer agora é unir forças,para conseguirmos estabilizar o país e conscientizar para um novo ideal político,em que o povo tenha voz e vez.
                Esse ano comemoramos 30 anos da democracia, “vivemos em uma neo democracia” diz o filósofo Vladimir Safatle. Nesses anos, vários já governaram nosso país. A democracia sempre está em construção e desconstrução. Percebemos que é necessário construir novamente a democracia. Esse modelo se esgotou. Os dois grupos que governaram já foram testados e não conseguiremos estabilizar à partir deles.Acho que temos muitos partidos políticos e “poucos representantes”.Não podemos nesse momento defender um partido,mas sim um novo modo de conduzir a política.
           Não podemos permanecer estagnados, é necessário haver uma reforma política imediatamente. Mas que essa reforma parta do povo e não dos parlamentares,porque bem sabemos dos interesses deles. É preciso mudar a Assembleia,precisamos que os políticos sejam de fato o povo. Não queremos respostas que atendam aos interesses partidários, precisamos de respostas que de fato partam das necessidades do povo, isso sim  é a nova democracia.
                  Sendo assim, nesse momento delicado que passa nosso país, é preciso que as Instituições e a Sociedade se unam. Nada adianta as divisões, é necessário o diálogo e a união de todos, para buscarmos reerguer nosso país. Isso supera o radicalismo e impede o ódio, precisamos do respeito entre todos, pois amamos o Brasil e queremos ver nosso país cada vez melhor para todos, especialmente para os que passam pela pobreza e pelo desemprego.

A Imagem fala por si só!

sábado, 7 de março de 2015

Dia Internacional da Mulher "Mulher,flor regada por Deus"

              

              Estamos às vésperas de celebrar o dia Internacional da Mulher,dia este marcado para lembrar a força feminina em nosso meio.Oficializado no ano de 1975, através de um decreto da ONU(Organização das Nações Unidas).Esse dia começou a ser celebrado, lembrando o fato ocorrido no Dia 8 de março de 1857,quando operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.
           Muito mais do que lembrança, o dia de amanhã é a celebração da vida das mulheres.Lembramos tantas mulheres que ao longo da história lutaram pela participação feminina, em uma cultura patriarcal e machista.Por causa dessas lutas, as mulheres conseguiram conquistar o mundo da política,religioso,social e em todos os lugares hoje temos a participação ativa das mulheres.Alguns ainda temos pouca participação,pois há olhares preconceituosos para a atuação feminina.O nosso dever é sempre de encorajá-las a lutar por seus direitos e deixar cair por terra os preconceitos.Lembramos aqui a grande conquista,ou melhor a maior conquista feminina em nosso país,graças a ela hoje temos no maior cargo executivo  a presidente Dilma,nos governando.Foi o dia 24 de fevereiro de 1932 um marco na história da mulher brasileira. Nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo.
             Lembro aqui também do importante papel das mulheres na história da salvação.O papel fundamental foi o de Maria,escolhida dentre todas as mulheres do mundo,para conceber no ventre o filho de Deus,feito homem ,vindo para nos salvar.Maria com o seu sim e sua doação,acompanhou seu filho em toda trajetória terrena,desde o nascimento,também na vida pública,mesmo no silêncio, ela estava ao lado de seu filho no anuncio do evangelho;o acompanhou também no seu sofrimento e especialmente acompanhou a Ressurreição e a caminhada da Igreja nascente.Temos também grandes mulheres que se tornaram santas na história da Igreja e até mesmo se tornaram doutoras,como Teresa d’Ávila,Teresinha de Jesus,Perpetua e Felicidade cujo dia celebramos.Também nos dias atuais quantas mulheres se tornaram exemplos no seguimento a Jesus Cristo,como Madre Teresa de Calcutá,Irmã Dulce,Irmã Dorothy,Zilda Arns e outras tantas.
              O papa Francisco nos exorta sobre as mulheres : “É significativo o fato de que sejam mulheres, que, segundo a lei, não podiam dar um testemunho confiável, as primeiras a anunciar a ressurreição. Deus não as elege com critérios humanos, mas olha para seu coração", explicou. "As mulheres tiveram e têm um papel primordial, fundamental" na história da Igreja.
    Nesse dia Internacional das Mulheres quero agradecer e homenagear a todas as mulheres,mães,filhas,irmãs,religiosas,trabalhadoras,as estudantes,que lutam no dia a dia.Em especial parabenizo nesse dia,a minha mãe,que me deu a vida para este mundo,carregando-me durante 9 meses em seu ventre,agradeço também as tias,madrinhas que também ajudaram no meu crescimento e na minha criação.Também a minha especial homenagem a todas as minhas amigas que considero como irmãs,pois sempre estão do meu lado,me compreendendo e com uma palavra amiga.A todas as mulheres,que Deus possa sempre abençoá-las, por ser essa presença marcante em nossa história.Onde temos uma mão feminina trabalhando,sempre teremos as mãos do próprio Deus,nos modelando através dos seus sentimentos,na paciência e na graciosidade de uma alma feminina.
                Na maioria dos países, realizam-se no dia de amanhã conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual.Em nossa Arquidiocese acontece neste final de semana nos dias 6 e 7 de março, o primeiro Encontro Arquidiocesano das Mulheres, na paróquia Santo Antônio, em Barbacena.Vamos juntos manifestar nossas singelas homenagens a essa lutadoras,mulheres de garra.Obrigado a você mulher,por ser essa presença em nosso meio, que sempre percebe a singeleza da vida humana.
Wesley Pires dos Santos
Seminarista 
Obrigado a ti, mulher!
         "Obrigado a ti, mulher-mãe, que te fazes ventre na alegria e no sofrimento de uma experiência única: que te tornas o sorriso de Deus pela criatura que é dada à luz; que te fazes guia dos seus primeiros passos, amparo do seu crescimento, ponto de referência por todo o caminho da vida.
        Obrigado a ti, mulher-esposa, que unes irrevogavelmente o teu destino ao de um homem, numa relação de recíproco dom, a serviço da comunhão da vida.
        Obrigado a ti, mulher-filha e mulher-irmã, que levas ao núcleo familiar e à vida social, a tua sensibilidade, intuição, generosidade e constância.
        Obrigado a ti, mulher-trabalhadora, empenhada na vida social, econômica, artística e política, pela contribuição indispensável que dás à elaboração de uma cultura capaz de conjugar razão e sentimento e a uma concepção da vida sempre aberta ao sentido do “mistério”.
        Obrigado a ti, mulher-consagrada, que, a exemplo da maior de todas as mulheres, a mãe de Cristo, te abres com docilidade e fidelidade ao amor de Deus, ajudando a Igreja e a humanidade inteira a viver para com Deus uma resposta “esponsal”, que exprime a comunhão que ele quer estabelecer com sua criatura.
        Obrigado a ti, mulher, pelo simples fato de seres mulher! Com a percepção que é própria da tua feminilidade, enriqueces a compreensão do mundo e contribuis para a verdade plena das relações humanas".
  
São João Paulo II.




terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Testemunho


   Quando tinha apenas 11 anos, fiz o Encontro de Adolescentes com Cristo, em que desde ali, eu me motivava cada vez mais participar das coisas da Igreja e servir ao Senhor. A partir daí, começava uma linda caminhada na Igreja e alimentava cada vez mais a devoção por Nossa Senhora. O tempo foi passando e eu nunca deixava de participar, ingressei então no grupo de jovens da Pastoral da Juventude em minha paróquia e, posteriormente, ajudei na nucleação de um grupo em minha comunidade.
   Em 2010, tive a oportunidade de participar do Dia do Adolescente, encontro promovido pelos jovens da Paróquia Santa Rita de Cássia, e este encontro revelou muito os planos de Deus para mim. Na vida acadêmica, vejo que todos os méritos alcançados devem-se também à ação de Deus, através do Espírito Santo, em minha vida. Sonhava em estudar no COLUNI e consegui realizar esse sonho, graças a Deus. Em minha vida pessoal, nas amizades, na família, enfrentei e enfrento dificuldades como qualquer outra pessoa, mas sempre tenho à frente o autor da minha história que eu sei que cuida de mim com muito carinho e me dá tudo que eu preciso, às vezes, não o que eu quero, mas tudo o que eu preciso de fato.
   No início de 2014, tive a oportunidade de participar da Semana Vocacional na Arquidiocese de Mariana e ao fim, fui aprovado para dar início à primeira etapa do seminário chamada Propedêutico. (Hoje, já me preparo para o 1º ano de Filosofia). Então, a partir daí, minha vida tomava outro rumo. Essa semana foi muito importante para mim, pois consegui olhar para minha história e enxergar com bons olhos cada momento que Deus me chamava e me mostrava que era o Espírito Santo que me conduzia e vai continuar conduzindo, até mesmo nos momentos de fraqueza. Pude perceber que não era à toa minha participação junto aos jovens em minha paróquia, não era em vão ouvir as palavras do Papa Francisco e me emocionar com tanta inspiração divina, não foi em vão estar no meio de milhões de jovens na praia de Copacabana. Deus me chamou para fazer o bem e quero permanecer dizendo “sim” a Ele independente do lugar em que Ele me enviar.
   Sou Geovane Macedo, seminarista da Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Fátima, em Viçosa-MG. Sempre quando sou convidado a falar do chamado de Deus, da minha vocação, tenho a necessidade de falar também da presença constante de Deus em cada momento da minha vida, em que Ele foi se revelando sempre presente, através da minha constante participação no trabalho de evangelização da juventude. 

                                                                                           Geovane Macedo
                                                                                             (Seminarista da Paróquia de Fátima-Viçosa-MG)


quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Conversão: fazer novas todas as coisas

  
   

   Uma verdade que nunca cairá em descrédito, para nós jovens, é a de que somos chamados... Somos chamados, por Jesus, a sermos cada vez mais pessoas melhores, a sermos luz na vida dos outros. Porém, é necessário um instrumento para que isso aconteça: um instrumento chamado “conversão” é a grande chave para transformar aquilo que não está tão bom em algo muito bom, transformar aquilo que não gera mais vida em algo que transborda a alegria e a motivação de viver.
    A famosa “mudança de vida” só ocorre a partir da conversão e essa mesma conversão só se dá no momento que se faz o encontro pessoal com Jesus Cristo. E esse encontro não é algo superficial ou aquela coisa momentânea, é algo extremamente profundo, que nos toca o coração e torna-se parte da nossa mística de cristãos e discípulos missionários. O jovem que faz o encontro pessoal com Jesus não pode ser mais o mesmo, pois Cristo nos convida a fazer novas todas as coisas, a tornar vivo tudo aquilo que era sinal de morte.
   A conversão não exige de nós nada grandioso demais, pois ela se dá a partir das pequenas atitudes: na família, é necessário criar um ambiente de harmonia com os pais e os irmãos, levando mensagens de paz e evangelizando - a casa da gente deve ser o primeiro espaço de evangelização! -; na escola, é preciso manter relações sadias de amizade e companheirismo, mostrando sempre disposição para ajudar onde for preciso; na igreja, no grupo de jovens, é de suma importância criar espaço de formação e acompanhamento de cada jovem que se faz presente ali, cada um é imagem e semelhança de Deus, por isso precisa de cuidado e respeito; e ainda, diante dos pobres, é preciso olhar de misericórdia e um verdadeiro desprendimento de si mesmo para adentrar nessa realidade que nos rodeia, amor e compaixão para tocar nessa chaga aberta de nossa sociedade.
   Diante de todas essas necessidades, podemos nos perguntar: de onde vem a força para enfrentar tantas dificuldades? Como vai se dar esse processo de conversão? A força vem, única e exclusivamente, de Deus e a conversão só acontece a partir da Sua misericórdia por nós. É por Deus revelar seu imenso amor por nós e sua infinita misericórdia, é que também devemos amar as pessoas e a Criação, é que devemos ser misericordiosos perante tantas realidades tristes que deparamos no decorrer da vida. Somos chamados a ser diferentes e a fazer a diferença, para isso precisamos ter o coração aberto, pois quem chama precisa também de uma resposta. E essa resposta só depende de cada um de nós.
                                                                 
Geovane Macedo da Costa
Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Fátima
Viçosa - MG

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Cristãos que fazem a diferença,fazem Cristo ser amado.


A fé é um dom e uma graça de Deus,que muito rápido vem se perdendo, e outras coisas estão preenchendo este espaço nos corações humanos.Nos tempos hodiernos vejo que o maior excluído do mundo é Deus.A preocupação de hoje já não é mais a exclusão da religião mas sim a exclusão do próprio Deus.Cresce o número de pessoas sem religião e de ateus.Por isso é preciso urgentemente mudar as estruturas para acolher o novo,para mudarmos esta situação.Demonstrando que quem tem fé,faz a diferença sim.
                O mundo está cada vez mais vazio,vazio de si próprio e vazio de Deus.É inconcebível pensar que é mais fácil amar um objeto ou o dinheiro,do que amar o próprio ser humano,como pessoa e ser semelhante à Deus. A pessoa humana só se realiza na medida em que existe "para alguém".Nós fomos criados para vivermos em sociedade,não isolados e na solidão. Assim, quando Deus disse que não era bom que o homem estivesse sozinho (Gênesis 2, 18), afirmou que o ser humano, isolado em sua individualidade, não pode se realizar completamente.
                As pessoas hoje vivem num individualismo sobrenatural, não pensam no outro e o que mais querem é explorar, tratam o ser humano muitas vezes como um animal. Acabam por esquecer, que todos somos dotados de dignidade,porque somos Filhos de Deus,mas lógico quando se esquecem de Deus,esquecem também desta questão.A visão de hoje é assim,a pessoa só serve se for útil para alguma coisa,se não,logo já é excluída,esta também é a lógica do capitalismo,o produto descartável,o ser humano torna-se descartável também. Quantos idosos estão ai por este mundo, jogados  em qualquer lugar, sem ninguém por eles, ou até mesmo pessoas que não tem dinheiro,são todos excluídos.
                Muitas vezes também acabamos sendo exploradores e explorados.No mundo o que mais tem é pessoas querendo aproveitar da nossa boa vontade.Não podemos nos fazer de “bobo”,achando que estamos fazendo caridade,ajudando pessoas que na realidade só estão perto de nós  por interesses,porque depois os prejudicados somos nós. O Cristianismo afirma que a caridade é o "amar ao próximo como a si mesmo".Portanto para se fazer a caridade,é preciso primeiro ter feito uma experiência profunda com Deus e sentir-se amado,para assim amar os outros.Ao pensarmos sempre do ponto de vista divino,seremos capazes de nos transformar e transformar os que estão a nossa volta,deixando de ser “os bobos da histórias”.Precisamos nos amar mais para amar os outros e reconhecer quem de fato nos ama de verdade.Assim amaremos  sem interesse,mesmo que o outro nos seja inútil.
                A culpa nossa em meio a toda esta situação é muito grande.Já viram a história do “Beija-flor e o Incêndio na Floresta”? Pois é,se não viram vale a pena conhecer.Mas a moral da história é essa:se cada um fizer a sua parte,tudo será resolvido.É preciso que comecemos a mudar estas estruturas caducas à partir de nossas ações pessoais.Não podemos nos cansar de praticar o bem, de amar e de respeitar,principalmente de valorizar o outro como Filho de Deus dotado de dignidade e como nossos irmãos,mesmo que o mundo não o faça.Especialmente na Igreja lugar da acolhida e do encontro com Deus temos que fazer a diferença e deixar que Deus faça a diferença em nós.
Entristece muito ver em nossas comunidades tantas lideranças que fazem parte destas estruturas caducas, que o Papa Francisco ta “puxando tanto a orelha”.Quantas pessoas estão na Igreja para aparecer,tomam posse dos serviços e agem com tanto autoritários,criam barreiras para se chegar até o Padre,acabam prendendo o Padre numa redoma de vidro,achando que o Padre é só deles.Essas pessoas nem imaginam o quanto isso faz mal para o sacerdócio e para a Igreja povo de Deus,quanto desânimo e quanta enfermidade isso traz para o Corpo de Cristo.Às vésperas do Natal vimos também as palavras do Papa Francisco sobre as 15 doenças que sofre a Cúria e que serve para a reflexão em nossas paróquias,porque são as mesmas que sofremos.Para quem não sabe a maioria dos que deixam a Igreja é por falta de acolhida de seus membros.
                Vamos repensar o modo que estamos vivendo. Precisamos transformar o mundo,não com guerras e conflitos,com discussões e fofocas.Mas com as armaduras do Amor que é Cristo.Aquele que se diz religioso deve deixar que Cristo de fato preencha o vazio de sua vida.Respeitando,amando,sendo justos,honestos,seremos cristãos de fato,aqueles que seguem os passos de Cristo.Sabe como poderemos mudar o mundo? A partir das pequenas ações e mais ainda com o nosso testemunho de vida, assim conseguiremos arrastar outros para ser diferentes.Temos que ser pessoas acolhedoras,que sabem escutar o outro de verdade,que sabe amar e dialogar,respeitando as diferenças.Derrubemos as barreiras caducas e podres que nos impedem de ver a Cristo e de viver de fato a nossa Fé.Se assim fizermos,teremos um mundo mais de Deus e não o mundo que exclui ou nega a Deus.O mundo mais humano e unido e não um mundo individualista e egoísta.Abramos nosso coração para a mudança e peçamos o auxílio de Deus para que a cada dia sejamos Cristãos melhores que façam a diferença.
               Wesley Pires dos Santos.




sábado, 13 de dezembro de 2014

Quando vou encontrar o homem ideal?

O que fazer enquanto se espera pelo príncipe encantado


Suas certezas podem ser muitas: sua vocação é o casamento; você nasceu para estar felizmente casada; seu caminho rumo à santidade está destinado a ser uma pessoa especial; há uma pessoa que, por suas qualidades, virtudes e defeitos, a ajudará a chegar ao céu.
 
Mas é fácil deixar-se levar pela impaciência e desesperança ao não encontrar essa pessoa, ao não ver aquele que lhe prometerá o amor verdadeiro diante de Deus, ao não conhecer o homem a quem você dirá um firme e rotundo “sim”, com a segurança de que ele lhe corresponderá da mesma maneira.
 
Quantas vezes? Se começarmos a contar, provavelmente acabaremos envergonhando-nos da nossa grande falta deconfiança em Deus.
 
Se é Ele quem nos conhece em totalidade, se sabe dos nossos pensamentos e sentimentos, nossos sonhos e anseios, se é Ele quem deseja e se preocupa, inclusive mais do que nós, por que sejamos eternamente felizes e vivamos a alegria e paz plenas em nossos corações, é também Ele quem sabe o que nos dará toda essafelicidade e o que nos fará realizar nossos sonhos.
 
Ninguém melhor que Ele tem a resposta a tudo o que, do mais profundo do nosso ser, buscamos.
 
Se isso é assim, se verdadeiramente acreditamos nisso, porque sabemos que Ele é o Amor, que viemos do amor e estamosdestinados ao amor, e que tudo o que buscamos poderemos encontrar nele, como duvidar do seu plano?
 
É verdade que, neste mundo, é muito difícil acreditar que ainda existem pessoas dispostas a amar de verdade, a valorizar, respeitar, buscar o bem etc. Mas também é verdade que nós somos parte deste mundo e que, portanto, nossas próprias decisões têm repercussões nele.
 
Tudo o que fazemos nos afeta, e não só a nós, mas também os outros, os que nos rodeiam, até mesmo a natureza. Sendo assim, depende muito de nós que este conceito do mundo mude. Para isso é preciso começar mudando a nós mesmos.
 
Não se trata de refugiar-se no “porque todos são assim, eu sou assim” ou “como ninguém está disposto a amar, eu renunciarei ao meu desejo de ser amada”. Se todos tivessem esta mentalidade, o mundo simplesmente não existiria.
 
No entanto, não é assim. A ressurreição do Senhor Jesus deu sentido à sua crucificação. Não há glória sem cruz e, se há cruz, é porque a glória é possível. Esta é a razão pela qual, até o fim da vida, devemos lutar por amar e ser amados de verdade, porque foi Jesus quem, ao morrer por nós, nos mostrou seu infinito amor, um amor humano, um amor que todos estamos chamados a viver.
 
Então, se sabemos que nossa vocação é o casamento, que nascemos para um dia nos casar, com certeza, em algum lugar, perto ou longe, já existe nosso futuro esposo.
 
Essa pessoa, que Deus pensou para você, vive. Como não esperá-la? Como perder a esperança de encontrá-la? Como renunciar a conhecer aquele que a ajudará a chegar ao céu, a ver o rosto de Deus?
 
O que fazer, então, enquanto esperamos? O melhor caminho é trabalhar em nós mesmos, fortalecer nossas virtudes, diminuir nossos defeitos e preocupar-nos em ser a pessoa ideal para aquele que estará disposto a nos amar!
 
Todos nós precisamos crescer como pessoas, em amor e em virtudes. Precisamos nos fortalecer com o amor de Deus, curar nossas feridas, perdoar e pedir perdão, para que, no dia em que Ele colocar no nosso caminho a pessoa indicada e pensada para nós, sejamos capazes de dar-lhe o melhor de nós mesmos, amando sem resíduos das nossas feridas, com autenticidade, sem egoísmos, de maneira incondicional e total.
 
Assim, quando somos pessoas virtuosas, que respeitam e exigem respeito, que amam e buscam ser amadas, que valorizam e pedem que as valorizem, aqueles que estiverem dispostos a entrar em nossas vidas serão aqueles que respeitam, amam e valorizam, porque os que não o fazem simplesmente nem se aproximarão.
 
Dessa maneira, a pessoa que Deus pensou para nós chegará mais rápido à nossa vida, ajudaremos o plano divino a se realizar, colaboraremos com o Senhor para que sua vontade seja feita.
 
No entanto, se estamos cobertos pelo pecado, se não nos preocupamos por amar, se não colocamos meios concretos para ser pessoas melhores, se usamos e nos deixamos usar, só estaremos cercados disso e não conheceremos mais.
 
Nossa vida, assim, poderá ficar muito limitada, deixando-nos cegos diante da verdade, e isso nos desviará do caminho que nos leva à eterna felicidade, pela qual ansiamos e continuaremos desejando até o final das nossas vidas.
 
Pense nisso!
 
(Via Opción V)
http://www.aleteia.org/pt/estilo-de-vida/artigo/quando-vou-encontrar-o-homem-ideal-5872927098535936?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt-13/12/2014

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Os jovens e a cultura secularizada das Universidades.


Muito me entristece ver nos dias atuais,quando os jovens saem para estudar e se deparam com instituições tendo como formadores de opinião,professores comprometidos com o ateísmo,o que mais querem é acabar de uma vez com a religião e com a fé de nossos jovens.E o que mais me deixa triste é a pouca  preocupação com que os pais tem para a educação religiosa de seus filhos e depois querem cobrar.
Estima-se que em média  60% dos jovens que adentram as universidades e faculdades se afastam da comunhão dos santos e da Igreja.Ora,seria muito simples de minha parte afirmar com clareza os motivos que levam os nossos jovens a tais consequências,pois é algo muito complexo, vem da infância e de uma formação dada tanto pela família,como também pela Igreja.
 Nossos jovens não estão preparados para enfrentar a cultura antirreligiosa dentro das universidades,porque não tem uma fé madura e consistente;lógico que pra tudo existe uma exceção,existem jovens católicos,comprometidos com a fé,mas aqui eu cito a maioria e é o que me corta o coração neste momento.Muitas vezes,recebo informações de professores universitários  que dentro das salas de aula zombam de Cristo,e muitos dizem até que Cristo nunca existiu.Infelizmente é muita ignorância por parte deles,pois nem mesmo a Ciência é capaz de dizer uma coisa tão absurda como esta,porque tudo é marcado por antes e depois de Cristo, provado por fontes históricas,por isso não tem como desmentir sua existência.
Infelizmente nossos jovens tem deixado muito rapidamente a fé ao estar nesses meios universitários,pois não tem uma firmeza na fé e acabam sendo convencidos por essas pessoas antirreligiosas.Tudo isso porque não têm sido preparados nem pela família,nem pela Igreja para responder às perguntas de uma sociedade sem Deus, como também oferecer respostas àqueles que lhes questionam a razão da sua fé. Nessa perspectiva, os conceitos “simplistas” de alguns dos nossos rapazes e moças têm sido facilmente desconstruídos num ambiente em que o ceticismo e a incredulidade se fazem presentes.Os jovens têm sido influenciados negativamente pelo secularismo, hedonismo e satisfação pessoal. Sem sombra de dúvidas, acredito que o secularismo é um grave problema em nossos dias. A Europa, por exemplo, transformou-se num continente secularizado onde o que mais importa é o bem-estar comum e a ausência de Deus. Nessa perspectiva, vive-se para o prazer, nega-se uma fé transcendente quebrando todo e qualquer paradigma que nos faça lembrar-nos de Cristo ou da Igreja.
Muitos se perguntam: O que fazer então? Diante dessa situação incompreensível, em primeiro lugar a culpa é nossa, nossa enquanto família e enquanto Igreja.Desde a infância os pais obrigam seus filhos irem para às Missas,dizendo que se não for,não vai para as festas,não vai sair e muitas vezes os pais nem vão,está errado.Os pais devem em primeiro lugar ir à Missa com seus filhos,e mostrar que estamos na Igreja não por obrigação,mas por necessidade de fazer um encontro diário com Deus, ai começa uma educação religiosa consistente,porque se não,ao invés de ajudar,criamos uma certa repulsa dos jovens para com a fé.Devem rezar em família,a primeira catequese começa nos lares. A Igreja precisa fomentar em seus jovens o desejo de conhecer a Deus e se relacionar com Ele,além disso deve dar uma formação catequética consistente.Jovens que se relacionam com Deus através da oração e das Escrituras Sagradas tornam-se mais fortes diante dos embates desta vida.Precisamos fortalecer as nossas Famílias e também a Catequese para uma formação eficaz de nossos jovens.Além disso,o principal é o testemunho de cristão que devemos dar,esse é o principal evangelho que arrasta.Que Deus nos ajude nesta árdua missão.